quarta-feira, 13 de abril de 2011

Movimentos Literários

Tudo que aconteceu no século 19 estava relacionado à Primeira Guerra Mundial, 1º Revolução Industrial e Revolução Francesa, pois esses fatos difundiram ideais para todo o mundo. Foi nesse ambiente que surgiu o Romantismo, um movimento literário que da ênfase ao nacionalismo e ao subjetivismo e ia contra o racionalismo. Nessa época, também surgiu o Realismo/Naturalismo, que criticavam o capitalismo e a sociedade, acreditavam na ideia de que e natureza define o destino e que a realidade devia ser mostrada de fato, tinham como característica o objetivismo e a crença na razão.

Na transição do século 19 para o 20 o mundo passava por unificações na Europa e avanços tecnológicos em algumas áreas, além de mudanças de ideais, foi nesse meio que surgiu o Simbolismo e o Parnasianismo, o primeiro originário da França usava fatos históricos e paisagens como temas, usavam também rimas ricas, preciosismo, culto a forma e impessoalidade tudo na forma de sonetos. Já o segundo era a ruptura do Realismo/Naturalismo, trazendo de volta a emoção, a imaginação, a sinestesia, e as relações humanas.

O clima do século 20 era propicio para o surgimento de novas concepções, pois a Europa estava em êxtase pelos avanços ocorridos em diversas áreas, todo esse momento foi chamado “Bela Época”, com o homem tão inspirado nesse momento surgiu vários movimentos literários que radicalizaram o mundo. Um exemplo disso são as vanguardas européias, que são: O Cubismo (foi fragmentação e geometrização da realidade), o futurismo (movimento que exaltava o futuro, a tecnologia a maquina e o movimento, usavam versos livres e romperam com a norma culta), o Dadaísmo (foi o móvito pós-guerra, tinha agressividade verbalizada, uso desordenado das palavras, a banalização do ritmo e da lógica), tinha também o Expressionismo (foi o movimento de expressar o mundo interior com o uso de subjetivismo, metáforas, e era contrário aos ideais capitalistas), e por ultimo o Surrealismo (davam importância ao consciente do ser, pregavam a livre associação de idéias e o rompimento com o positivismo e o racionalismo).

O mordenismo foi o movimento contra o tradicionalismo, davam ênfase a libertação estética. A base desse movimento foi nas pintura e no Brasil foi um marco lembrado até hoje, através da Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo.

O atual século 21é a era da globalização, dos computadores e das ciências revolucionários, hoje não se manda mais cartas e sim emails, não se tem mais tantos livros e sim blogs, a distância parece não mais existir e mundo se tornou uma grande aldeia, quase que com uma única cultura. Talvez por isso ainda não tenha tantos movimentos como ocorreram no século passado

Atualmente no Brasil Ganharam força a literatura infanto-juvenil e a de mulheres como Lygia Fagundes Telles e Lygia Bojunga. As crônicas, abordando diversos temas do cotidiano, se apresentam algumas vezes líricas, como as de Rubem Braga, e de humor, como as de Fernando Sabino. Entre os contistas destaca-se Rubem Fonseca e como romancista, Paulo Coelho, um dos maiores fenômenos da literatura brasileira e mundial.

Artistas:
Almeida Garrett – Romantismo
Olavo Bilac - Parnasiano
Cruz e Souza – Simbolismo
Oswald de Andrade - Cubismo e Futurismo
Anita Malfatti – Expressionismo
Marcel Duchamp – Dadaísmo
André Breton – Surrealismo
Monteiro Lobato – Mordenismo

“O Grito“ de Edvard Munch
1893-Óleo S/ tela Têmpera e pastel – 100x80

Fontes Bibliográficas:

Taliton Gabriel Rodrigues da Silva, Nº 28.

Teatro na Ásia

O teatro oriental é muito antigo desde 2000 a.C na China, onde no começo eram simples apresentações ao ar livre, em frente a templos, com características bem populares. Sua forma artística mais sofisticada deu-se a partir do século XIX, a Ópera de Pequim teve um papel muito importante na época, seu palco era simples que permitia ações rápidas no local, movidas pelo diálogo, ações e objetos, trazendo atores com figurinos coloridos e ricos em detalhes.

O gênero mais conhecido foi o teatro de sombras, suas principais características são o afastamento da estética naturalista, uso da simbologia, tanto nas formas quantos nas cores, movimentos e gestos estilizados, onde o manipulador é o próprio narrador, e em muitas vezes cantavam solos em suas apresentações. Esse teatro é passado de pai para filho como uma tradição, as crianças começam a manipular os bonecos com apenas quatro anos de idade, seguindo movimentos rigorosos como exercício. O aprendiz deve dominar a dramaturgia, produzindo gestos impressionantes e cheios de beleza.

Novas técnicas estéticas foram alteradas, após 1966, acrílicos substituíram varas de bambu e a iluminação começou a ser feita por lâmpadas fluorescentes. Logo depois as técnicas de manuseio das silhuetas dos bonecos começaram a ser passados em cursos com professores reconhecidos, e não apenas pela família.


Um dos países mais complexos na arte teatral asiático é o Japão, que se destacou por três formas teatrais: o Nô, o Kabuki, e o Bunraku. O Nô é um teatro nobre, com poucos atores que se movimentam lentamente com os rostos cobertos com máscaras que caracterizavam seus papéis, seguido por um coro que narra grande parte da história. Já o Kabuki era acompanhado por instrumentos tradicionais, participavam cantores e dançarinos que retratavam a vida da classe plebéia, com sátiras e críticas ao governo. Uma característica muito forte é a riqueza do cenário, figurino e maquiagem.

Até século XX o Bunraku, teatro de bonecos, era muito lucrativo e popular, porém a partir dai ficou dependendo do apoio do governo, outros fatores que causaram sua decadência foram: perca de interesse do público, casas de apresentação pequenas, e poucos manipuladores devido ao extenso período de treinamento e aperfeiçoamento da técnica. Mas apesar das dificuldades espetáculos ainda são apresentados em Tókio e Osaka.

A Índia também desenvolveu o teatro de sombras, que no início era utilizado como meio de passar pensamentos religiosos e fatos sociais, mas com o tempo foram abrindo espaço para temas mais contemporâneos, e as vezes até cenas obscenas para estimular o interesse do publico. A partir do século XX surgiram iniciativas para a criação de escolas públicas para os ensinamentos do teatro de sombras e marionetes.

Fontes Bibliográficas:

Amanda Ayumi Silva Alimura, Nº 02.