quinta-feira, 14 de abril de 2011

Literatura na oceania

A Oceania é formada por parte de Nova Guiné, Nova Zelândia e Austrália tendo ainda as ilhas Micronésia Melanésia e Polinésia que fazem parte do Oceano Pacífico. A Austrália, o país mais extenso é o local onde nasceu escritor Henry Lawson no ano 1867 considerado por muitos o maior de todos os escritores de seu país, algumas de suas obras foram On the Track, Over The Sliprails, While The Billy Boils. Neste continente temos muitos artistas importantes, como Michael Thomas Keneally australiano foi premiado pela Man Booker como criador do melhor livro literário em inglês por um escritor da Comunidade Britânica de Nações, seu romance “A arca de Schindler” baseada na Segunda Guerra Mundial que descreve a perseguição de judeus, esse livro deu origem a alguns filmes, um deles é “A Lista de Schindler”. Outra artista é a escritora Paterson Janet Frame nascida em Nova Zelândia, que tem como características de suas obras uma vida sofrida, além de trabalhar também com contos, poesia, ficção infantil.  De uma maneira geral, a Literatura Oceânica é mais original, pelo fato também de não receber influência de outros continentes tendo grandes características religiosas Os primeiros colonos se estabeleceram na Austrália em 1788. A maioria era constituída por delinqüentes deportados, soldados e administradores, logo seguidos por colonos livres. O encontro com um novo mundo e as peculiaridades da sociedade que ali se desenvolveu foram fatores determinantes para que os primeiros escritos fossem de natureza descritiva.No Século XIX a literatura australiana do século , foi marcada pela falta de estilo próprio e maturidade, a poesia passou para o romance e este ao teatro. Em 1819 surgiu em Sidney a primeira obra impressa na colônia, esse romance apareceu por volta de 1850. Os primeiros textos faziam descrições esquisitas das condições de vida na colônia, o teatro se constituiu num entretenimento habitual desde essa época, Durante o século XIX predominaram dois tipos de obras, de qualidade duvidosa: os dramas em verso e as adaptações de obras européias famosas.

Principais Poetas:
William Charles Wentworth, Henry Clarence Kendall, Alan Lindsay Gordon, Bernard O'Dowd, Christopher Brennan e Shaw Nelson, Andrew Barton Paterson, Kenneth Slessor, Judith Wright e David Malouf.

Principais Narradores:
Henry Kingsley, Marcus Andrew Hislop Clarke, Henry Lawson, Miles Franklin, Katharine Susannah Prichard, Frank Dalby Davison, Eleanor Dark, Henry Hando Richardson, Kylie Tennant e Patrick White, Cleary, John O'Grady e Colleen McCullough, Christine Stead, Morris West, Thomas Keneally, Elizabeth Jolley e Peter Carey, Louis Esson, Ray Lawler e Alexander Buzo.

Cloves Gonçalves de Sousa Junior, Nº 07.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Artes Cênicas

Neste texto, serão citadas algumas características típicas das artes cênicas, tendo como foco os séculos XIX, XX e XXI. Para que o leitor consiga perceber as mudanças da arte de um século para outro e tenha uma melhor e completa compreensão da história do teatro, teremos início a partir do século XVI.

Desde os tempos mais primórdios, o ser humano pratica a arte como uma forma de comunicação através da expressão, seja encenada ou escrita.


No século XVI, houve um profundo processo de especialização dos atores, e em seguida, ocorreu o surgimento da chamada “Commedia Dell’Arte”, que influenciou vários teatros de outros países, devido as viagens que suas companhias realizavam nas nações. Alguns de seus tipos representados provinham da tradição do teatro romano: personagens do tipo avarento e fanfarrão. A utilização de mulheres na atuação teatral passou a se ampliar em vários povos.

No século XVII, no teatro italiano ocorreram significantes evoluções cênicas (conforme é estruturado hoje na maioria das vezes), tal como, a mobilidade de cenários, permitindo assim, uma maior versatilidade nas representações.

Enquanto no século XVI as mulheres já atuavam, na Inglaterra e França só passaram a atuar no século XVII.

Na Inglaterra, os papéis femininos eram antes representados por jovens atores aprendizes. Na França, La Champmesle, foi a atriz que primeiro interpretou o papel principal de Fedra, da obra de Racine, tornando-se então uma das principais atrizes da chamada "Commedie Française".

No Brasil, o teatro teve início com o objetivo de catequizar os indígenas, este trabalho foi realizado pelos Padres José de Anchieta (que depois de muitos anos vivendo nas tribos, escreveu o primeiro dicionário em tupi) e Antônio Vieira. O nome da companhia de teatro era “A companhia de Jesus”, que levava a crença católica às demais colônias. As peças eram escritas com estratégias de aprendizagem, traduzindo a fé cristã para os indígenas, de acordo com a sua cultura. Uma das características do teatro neste lugar era a dramatização exagerada com grande expressividade cênica, cheia de seus efeitos. O teatro no Brasil, neste período, estava sob grande influência do barroco europeu.

No século XVIII, houveram mudanças na estrutura dramática. Com a revolução industrial e francesa, o teatro de tornou o reflexo disso tudo, surgindo então, o melodrama, que atendia ao gosto da grande platéia.

No século XIX, inovações cênicas começaram a acontecer, e a tecnologia começou a “invadir” a infra-estrutura do teatro, como por exemplo, O teatro Booth de Nova York que utilizava os recursos do elevador hidráulico, recursos de iluminação e luz com gás.

Em 1881, o Savoy Theatre de Londres foi o primeiro a utilizar iluminação elétrica. As características desta inovação no teatro eram os cenários, assim como o figurino, procuravam reportar situações históricas com um realismo bastante alinhado, o surgimento do diretor, que participa de todos os estágios da peça, instruindo o ator. Ao final do século XIX, os autores passaram a ter suas próprias características de criação bastante diversas e diferentes das de seus precursores românticos, utilizando a arte para realizar denúncia da realidade.

O teatro do século XX é diferenciado pelas suas várias formas, abrangendo tanto tendências barrocas, com arcaicas ou românticas, na verdade, uma visão eclética quebrando muitas antigas tradições. O "design" cênico, a direção teatral, a infra-estrutura e os estilos de interpretação não têm um padrão que predomina.

Ora, o teatro não perdeu o seu significado com os anos, apenas chegou ao século XXI com uma bagagem enorme com uma grande “carga genética”, pois, esta arte vem se fundindo de século para século até os dias de hoje, gerando assim, sempre uma nova tendência, sendo repetida em ciclos ou não. Mas existe uma característica que ela sempre terá: a essência da expressividade do mundo real ou não-real, sendo praticada e observada por todos os amantes da arte.

Fontes Bibliográficas: 

Raissa Harume Viegas Aguiar Rosa, Nº 25.